Blog do J Ruy Veloso


O OSCAR ENGAJADO: Em 2006 vamos assistir a uma cerimônia da entrega do Oscar um pouco mais engajada. Isso porque não se estará premiando aqueles filmes horrorosos, cheios de efeitos especiais, explosões ou seres de histórias fantásticas. Nada conta as histórias fantásticas. O fato é que se está pretendendo premiar o diretor Ang Lee, de volta com o tema da relação homossexual em “Brockeback Montain”, e o menos famoso George Clooney (mais conhecido como galã da série de TV ER (Emergency Room) que traz, de acordo com as críticas, um belo trabalho sobre a imprensa estadunidense na era do McCarthysmo. O filme, em preto e branco e com jeitão de documentário, promete. Esses dois já dão o tom da qualidade focada pelos membros da academia. E vale lembrar que os dois filmes tratam de temas que foram pisados pelos falcões republicanos hoje no poder: a união entre homossexuais e a liberdade de imprensa, não tão liberta assim, depois do 11 de setembro, nos Estados Unidos. Não vale falar do filme do Spilberg. O cineasta do ET e “Indiana Jones” vem acertando as faturas da colônia produzindo filmes para a causa. Os mais abertos são “A lista de Schindler” e, agora, “Munique”, que conta a ação do Mossad para vingar os onze atletas mortos por terroristas nas olimpíadas. de 1972. O tema de defesa dos judeus parece ser o que melhor tem rendido ao diretor de “Encurralado” uma vez que ele tem apresentado ultimamente coisas como A Guerra dos Mundos, A Ilha e outras pérolas do gênero. Bom porque temos um Oscar sem explosões ou bom porque não tivemos essas superproduções em 2005? E se tivéssemos, a academia teria nos poupado deles?!



Escrito por José Ruy Veloso Campos às 14h37
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OS CURSOS DE HOTELARIA: Em 1991 os cursos superiores de hotelaria no Brasil (todos para a formação de tecnólogos) somavam sete no total e os de turismo (todos para a formação de bacharéis) totalizavam vinte e cinco. Era o início da Era Collor. Os hotéis ainda eram insipientes. A indústria hoteleira só iria começar a crescer como investimento imobiliário depois do Plano Real, em 1994. No começo dos anos 1990 o cenário era bom para as instituições de ensino superior privadas. Elas dominavam determinadas regiões e contavam com a lentidão do MEC para autorizar novas faculdades ou cursos. Os mantenedores ganhavam o que queriam e os hotéis, menos ousados e vítimas da inflação que impedia o aumento do turismo interno, ganhavam o que podiam. Em 2004, quatorze anos depois, o cenário era diferente. Os cursos de hotelaria em nível superior estavam quase batendo a casa dos duzentos no país. Os de turismo passavam dos quinhentos, ainda que ninguém tenha publicado, depois de 2003, nenhuma estatística a respeito. Nesse período de mais de uma década, os cursos cresceram na esteira da baixa demanda pelos cursos de licenciatura, pelo Boom imobiliário da hotelaria e pela simples falta de planejamento das escolas. O ano de 2005 foi triste para os cursos de hotelaria e também para os cursos de turismo. Baixa demanda e conseqüente desistência das instituições em ofertar esses cursos. As causas? São muitas. Um exemplo: para ser admitida nas redes hoteleiras do segmento “hotéis econômicos” com bandeiras internacionais, uma ex-estudante de hotelaria tem se enquadrar no padrão estético de beleza imaginado pelas companhias e falar um inglês, pelo menos, intermediário.  Quantos por cento dos egressos dos cursos falam inglês? Menos de vinte por cento. Esse número aumenta um pouco dentro da cidade de São Paulo e na região Sul, onde falam alemão e italiano por raízes familiares. Com toda essa exigência o salário inicial não passa de R$700,00 e se ela chegar à governanta, sobe para R$1.400,00. Se ela ficar a vida toda no hotel, os reajustes serão apenas de lei. É o mercado que se vale da rotatividade. Alguns poucos egressos dos cursos entram em áreas corporativas, no setor financeiro ou de marketing. Todos os cursos são bons? Todos sabem o perfil necessário para o mercado? Essa é uma questão para outro dia... 



Escrito por José Ruy Veloso Campos às 11h42
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A ARGENTINA MANDA

A ARGENTINA MANDA: Mais uma vez o governo petista abre mão da defesa da indústria brasileira junto ao governo argentino. Fruto de uma gestão populista (mais uma vez) a Argentina pagou uma grande parcela do seu débito junto ao FMI, sem ter condições de fazê-lo, parte para o congelamento de preços para estancar a inflação que sobre sem parar e, de quebra, para ajudar a pífia indústria que o tem apoiado, o governo argentino bloqueia mais uma vez nossos produtos contra a chamada (por eles) "invasão brasileira". Não há necessidade de detalhar aqui o tema uma vez que a notícia está em todos os jornais de ontem e de hoje. As medidas ferem a indústria de equipamentos para a área de hotelaria que tem no Cone Sul, um cliente considerável. São equipamentos como fogões, panelas, ar condicionado, camas e mobiliário em geral. Não é pouco. Mas o pior esté por vir. Quando a inflação explodir de fato é possível que o governo argentino limite a saída de turistas para o Brasil para estancar a evasão de divisas que, diga-se de passagem, já são bem poucas. Quem vive na região sul sabe quantos foram os argentinos que vieram de vez para o Brasil no auge da crise há dois anos passados. Vieram e não voltaram mais. Estão lá, em Camburiu, em praias do Paraná e em cidades gaúchas. São Paulo mesmo está cheio deles, em busca de uma saída profissional melhor. Numa política rasteira e aparentemente sem compromisso com a realidade, o governo argentino ganhou fôlego com os dólares do Chaves, pagou o FMI, busca a reeleição e bate de frente com o Brasil, pueril, mas espertamente, para ganhar o prestígio interno. É de dar pena da Nação Argentina que vai para o ralo de novo. É de arrepiar que o governo petista prejudique tão acintosamente o empresariado brasileiro nessa questão, em nome de uma liderança e bom relacionamento que só existe na cabeça dos chefes do Itamaraty e dos mais chegados ao presidente do Brasil. É de doer... 

Escrito por José Ruy Veloso Campos às 12h32
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TURISMO E RODOVIAS

TURISMO E RODOVIAS: A recente medida, cheia de publicidade, do governo federal denominada "Operação Tapa Buracos" recebeu crítica de vários setores da sociedade e tem um forte cheiro de novos "recursos não contabilizados", eufemismo criado pelo ex-rezoureiro do PT, Delubio Soares. As críticas vão desde o valor das obras, passam pelo período pouco apropriado (estação das chuvas de verão) e chegam aos valores divulgados que, segundo engenheiros e empreiteiras, dariam para fazer algumas novas rodovias. O fato é que a malha viária federal está de há muito esquecida. Estradas boas no Brasil estão localizadas no estado de São Paulo e são estaduais. Na região Sul, algumas federais têm boa conservação. O resto é uma tragédia. Recentemente, e por causa da ação duvidosa do governo federal, um professor da Universidade Federal de Minas Gerais, deu a conhecer resultado de uma pesquisa realizada sobre o prejuízo causado pela má conservação das rodovias com resultados alarmantes do tipo: hortifruti e grãos perdem mais de 45% na má qualidade do transporte (leia-se "estradas") Incentivar o resgate do sistema ferroviário privado deve ser uma solução mais barata e segura para o transporte de cargas pesadas e isso deve ser pensado. Do ponto de vista do turismo porém, o que importa é que as rodovias sejam boas e seguras para que as famílias possam viajar com custo menor e maior segurança. O turismo com o carro da família permite maior flexibilidade para o viajor. Ele pode elabaorar um roteiro que lhe permita conhecer novos e diferentes localidades antes de chegar ao destino principal/final. As boas rodovias ganham bons serviços à beira da estrada. Ganham hotéis, shopping, cinemas e oficinas. A demanda é maior e os preços menores. Por mais baixos que sejam os preços das cias aéreas, nada se compara ao turismo de carro, em custo e benefícios. Resta a esperança de que um novo governo venha a privatizar mais a malha viária nacional. O turismo agradece... 



Escrito por J Ruy Veloso às 14h31
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FAST FOOD (continuação)

As praças de alimentação dos grandes shopping center brasileiros são a melhor prova disso. Lá convivem os mais variados tipos de cozinha para todos os gostos brasileiros e, a maioria delas acaba servindo sempre o arroz, feijão ou batatas como guarnição da carne vermelha, da ave ou do peixe. O fato é que o Fast Food é um sistema vitorioso do ponto de vista do custo, da estratégia de marketing e da operação extremamente econômica a partir de um investimento bem planejado. Inegavelmente esse sistema trouxe para o Brasil, por exemplo,  uma mudança de padrão de serviços para  as lanchonetes e outros tipos de serviços de alimentação. Foi a partir da limpeza desse tipo de estabelecimento que outros bares e lanchonetes começaram a melhorar suas instalações, uniformizar melhor seu pessoal e buscar um padrão mínimo de atendimento.  Terão os Fast Food uma eternidade de sucesso, dominando cultural e gastronomicamente o mundo globalizado?  Não parece. A  revista Time  de 30 de setembro 2002 trouxe uma matéria sobre o McDonald´s que parece sintomática (Can McDonald´s shape up?)  A  matéria começa informando que o McDonald´s abre uma loja no globo a cada oito horas mas que nos últimos meses vem trabalhando numa verdadeira campanha para melhorar o atendimento através de seus franqueados e lojas próprias, com foco na rapidez (três entre 10 clientes têm esperado mais de 4 minutos para receberem seu pedido completo, diz um memorando da companhia para sua rede)  e no ambiente. Nos próximos dois anos mais de 1.000 lojas deverão receber uma reforma completa e outras 6.000 passarão por um face lift.  Com uma venda global de  40 bilhões de dólares, a companhia viu cair sua receita, em julho e agosto últimos, cerca de 2,7% em relação ao ano anterior. Um dinheiro respeitável.  Além disso, ficou em nono lugar numa pesquisa de satisfação realizada pela American Consumer Satisfaction para as redes de fast food fazendo 62 pontos numa escala de 1 a 100 e onde o primeiro obteve 78 pontos. O programa de reabilitação prevê um completo treinamento para o seu pessoal e  estímulo para os gerentes das lojas.  Mais do que uma reabilitação de suas lojas e seu sistema de atendimento, a rede tem enfrentado alguns comportamentos de franqueados que, buscando melhorar seus lucros e melhor atender as expectativas e desejos de seus clientes, vêm acrescentando itens ao cardápio  e oferecendo  produtos que não são exatamente do portifólio da companhia, com bons resultados. A comida rápida industrializada  e pré - preparada está longe de seu declínio. É certo porém que os cenários para essa grande indústria  sinalizam mudanças que deverão acontecer em tempos  não tão distantes. A comida deverá ter mais sabor e alguma característica de escolha pessoal e o ambiente deverá ser menos insípido . Enfim, uma alternativa mais atraente para aqueles que, muito além do Fast Food, precisam de comida rápida mas que não seja tão industrializada, impessoal e altamente padronizada .

Trata-se de um cenário provável da humanização, também, nas refeições e que segue a mesma tendência de outros serviços  numa sociedade que busca organizar-se em busca de melhorias para a sua qualidade de vida. Os gritos dos ativistas  contra essas bandeiras no entanto, continuarão, não pelos serviços que elas oferecem mas pelo sistema que elas representam. (José Ruy Veloso Campos é mestre pela ECA/USP, especialista em gestão educacional pela UNICAMP e consultor para as áreas de hotelaria e turismo.)



Escrito por J Ruy Veloso às 11h17
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FAST FOOD (continuação)

FAST FOOD (continuação)

.  Os clubes infantis com programas na TV ( o clube do Mickey foi o primeiro em 1930) têm dados ótimos resultados. A Burguer King por exemplo criou seu clube infantil em 1991 e conseguiu um aumento de 300% em suas vendas. A propaganda dirigida ao público  infantil sofreu diversas tentativas de proibição inclusive pela Comissão Federal do Comércio que, em 1978,  tentou proibir os anúncios dirigidos a crianças de sete anos ou menos. A proposta foi apoiada pela Academia Americana de Pediatras e pela Liga do Bem Estar da Criança, entre outras entidades. O revide da Associação Nacional de Radiodifusão, dos Fabricantes de  Brinquedos dos EUA e da Associação Nacional dos Anunciantes foi fulminante. Conseguiram, na justiça, proibir a participação do diretor da Comissão Federal de Comércio, que idealizara a proposta,  nas reuniões sobre o assunto e lograram, três meses após a posse de Ronald Reagan, um relatório – pasmem – preparado pela própria Comissão Federal do Comércio de que a proibição antes pedida seria impraticável. E o Fast Food se beneficiou mais uma vez.  As relações do McDonald´s com a Walt Disney Company e com a Coca Cola  resultaram em parcerias perfeitas. Em maio de 1996 a Disney assinou um acordo global de marketing de dez anos com a McDonald´s o que deve resultar num ganho adicional de publicidade para seus filmes em torno de 25 a 45 milhões de dólares. Numa “sinergia perfeita” a McDonald´s começou a vender hamburgueres e batatas fritas nos parques da Disney e ganhou uma relação duradoura com a terra do Mickey e seus produtos. A McDonald´s é também o maior vendedor de Coca Cola do mundo. De acordo com Schlosser as redes de Fast Food compram xarope de coca cola por 4,25 dólares o galão, que eqüivale a 3,7 litros. Uma coca média sai, nos EUA, por 1,29 dólar e contém 9 centavos de xarope. Quando o cliente compra uma coca grande por 1,49, ele está pagando 3 centavos pelo xarope acrescentado e outros 17 centavos de “puro lucro” para a McDonald´s.

Mas não é a McDonald´s a única face visível desse sistema. Pizza Huts, Taco Bell, Burguer King,  Kentucky Fried Chicken, Carl´s  Jr.,  Wendy´s, Subway, Papa John´s, Little Caesar e outras marcas talvez menos famosas integram as bandeiras visíveis do sistema Fast Food nos EUA e no resto do mundo. Esse sistema, muito bem amarrado, conseguiu chegar as escolas e as instalações militares onde é vendida a carne moída que  já vem preparada dos frigoríficos que são outros, de acordo com o autor de Pais Fast Food , que  conseguem manipular o legislativo e o executivo conseguindo, por exemplo, a proeza de auto-fiscalização dos frigoríficos e permitindo, em alguns casos, o abate de reses doentes e condições de trabalho inaceitáveis para empregados que nem sempre têm sua situação legal no país. Os  capítulos dedicados  a agro-pecuária merecem uma atenção especial porque passam pela questão ambiental (como são criados os bois em confinamentos pouco saudáveis; o fim das fazendas que vão se transformando em loteamentos ; as condições de abate do gado que podem oferecer contaminação a carne) pelas questões trabalhistas e políticas. O autor relata casos de contaminação e fala dos perigos que oferecem essas carnes já preparadas nos frigoríficos fazendo uma ressalva de que, no caso do McDonald´s, eles tiveram o cuidado de contratar serviços especiais de industrialização de seus produtos que inclui obviamente os bifes de carne moída, e que oferece alto grau de cuidados sanitários.

Voltando  à questão da ira das esquerdas contra o Fast Food: o fato parece resultar de uma suposta imposição de costumes pelos mais ricos sobre os mais pobres.  Comer fast food, em que pesem todos os argumentos contrários, cobertos de razões médicas, passou a ser uma forma de alimentação relativamente barata e de efetivo tempo curto nos centros urbanos onde a população tem cada vez menos tempo livre durante suas jornadas de trabalho. Uma combinação de muito carboidrato com serviço fácil e ágil  acaba por atrair pessoas com pouco tempo e necessidade de sentir-se “cheia” para continuar a jornada. A beira da estrada, configura-se como um forte atrativo para poupar o tempo de viagem. Crianças então, como já se viu na questão do marketing, sentem-se atraídas através de  uma série de estratégias mercadológicas . Foi mais uma das grandes invenções americanas de sucesso e, de acordo com os xenófobos de plantão, “impõe costumes alimentares diferentes a outros povos”. Não é bem assim.

Escrito por J Ruy Veloso às 10h49
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O SISTEMA FAST FOOD, SUAS  FACES E SUAS TENDÊNCIAS

                                                                            José Ruy Veloso Campos

 

O conceito de fast food  tornou-se um dos grandes vilões do processo de globalização. Os ativistas, os xenófobos e a esquerda em geral têm manifestado contra as marcas de fast food a sua insatisfação com a globalização da mesma forma que, nos anos 1960, as esquerdas eram contra a Coca Cola, a Esso e a Shell.  Mas o que há de errado com o sistema fast food, e porque esse tipo de alimentação tem atraído a ira das esquerdas mundo afora? Do ponto de vista  econômico as bandeiras de fast food vendem serviços e produtos tanto quanto o cinema ou a Coca Cola e têm uma grande expansão mundial liderada pelo McDonald´s, o primeiro a chegar a Rússia e China e a invadir a privacidade das terras de Asterix .

O que parece haver de mais errado com esse sistema é, primeiro, a questão da obesidade. Diversas pesquisas nos Estados Unidos têm apontado esse tipo de comida cheia de polisaturados como a grande causa da obesidade infantil. A Segunda questão é o nível de industrialização desses alimentos e suas conseqüências em várias pontas do mercado atingindo a escala produtiva desde o setor primário, passando pelo secundário e chegando as lojas que atendem o cliente ou seja, na ponta da ação.

Passou despercebido, no final de 2001, um lançamento da editora Ática denominado País Fast Food, de autoria do jornalista Eric Schlosser  com um relato minucioso de seu jornalismo investigativo sobre o assunto, com a tradução de Beth Vieira.  Já na introdução do livro Schlosser nos dá uma idéia do tamanho do negócio: em 1970 os americanos gastaram 6 bilhões de dólares em fast food. Em 2000, foram gastos mais de 110 bilhões com esse tipo de comida. Os americanos gastam mais com fast food do que com livros, cinema, revistas, jornais vídeos e discos, combinados. Esses números mostram que eles gastam mais com fast food do que com ensino superior, computadores, programas de computadores e carros novos.

Em 32 anos (1968/2000) o McDonald´s, por exemplo, saltou de 1.000 lojas para 28.000 espalhadas pelo mundo e inaugura cerca de 2.000 anualmente. O autor diz ainda que a indústria de restaurantes é hoje o maior empregador privado dos EUA e responsável por parte dos mais baixos salários. A área emprega quase 3,5 milhões de trabalhadores  que são, “de longe” o maior grupo a receber baixos salários naquele país.  O hambúrguer, carro chefe das marcas de fast food, virou a refeição popular americana nos anos 1950 graças aos esforços promocionais dos fast food. Antes disso o bife de carne moída era coisa de pobre para ser vendida nas portas das fábricas assim como vendem no Brasil os famosos “churrasquinhos Miau”, numa referência  lendária ao uso de carne de gato nesse cardápio.  No ano 2.000 um americano  médio consumiu, semanalmente, três hambúrgueres e quatro saquinhos de batata frita.

Os tentáculos dessa indústria vão muito mais longe do que as campanhas de marketing que atraem crianças e as transforma em consumidores efetivos na adolescência.  O Happy Meal ou lanche feliz é dirigido a crianças de 3 a 9 anos. O autor conta que um colunista americano afirmou que, em 1997, quando o McDonald´s ofertou as bonecas Teenie Beanie Baby no Mclanche feliz, conseguiu uma das maiores promoções bem sucedidas da história da publicidade dos EUA: a rede, que vendia 10 milhões de refeições numa semana típica, vendeu, em 10 dias, 100 milhões de Happy Meals.  Mas os tentáculos vão mais longe. A indústria do Fast Food tem força entre os republicanos e consegue vencer as batalhas jurídicas que enfrenta contra organizações não governamentais que zelam pelos direitos do consumidor.  (continua)

Escrito por J Ruy Veloso às 10h42
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A partir de hoje iniciamos uma estratégia de comunicação compartilhada com profissionais e estudantes das áreas dehotelaria, também entendida como hospitalidade, administração, meio ambiente e turismo. Trabalharemos com artigos nossos, comentários sobre publicações, fatos do mercado, como as transações entre os grandes grupos da área de hospedagem, alimentação e entretenimento e as tendências e perspectivas para os próximos anos. Não deixaremos de lado os aspectos da política, nacional ou internacional que influenciam mercados e a qualidade de vida, atual e futura dos habitantes da terra. Se você tem contribuições nessa perspectiva, comente, mande sugestões e participe



Escrito por J Ruy Veloso às 10h38
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