CINEMA PT
CINEMA PT: Agora, depois de comparecer à CPI para depor sobre o assassinato de seu irmão, os membros da família de Celso Daniel ( o prefeito petista de Sto. André que supostamente descobriu um grande esquema de corrupção para angariar fundos para o partido e alguns de seus militantes) começam a sair do Brasil depois de sofrer ameaças por telefone, e-mail, perseguições automobilísticas e tudo o mais que pode compor o roteiro para um filme do Martin Scorsese. Dá prá ver os cortes do roteiro: câmara/cadeia/promotores/filhos aflitos/perseguições/tiros à queima roupa/ dinheiro em sacos de lixo/ o garçom baleado e jogado no lixão/os parentes embarcando aflitos na área internacional/ a comissária fechando a porta/ o avião levantando vôo/o presidente entrando no mar de braços erguidos para o céu/o túmulo do Celso Daniel/o senador levando um soco no estômago no banheiro do senado/o deputado cassado sorrindo ao lado do escritor. O cenário é que é sofrível. Casas e ruas feias, policiais gordos e mal vestidos e bandidos favelados. Mas que é um senhor roteiro, lá isso é.
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 09h01
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OS DÓLARES DO CHAVES
BOLIVARISMO NA AVENIDA: Então foi assim. Uma escola que não ganhava há quase duas décadas, levou o prêmio na Sapucaí, ali no Rio de Janeiro, por conta de ser a melhor daquele desfile carnavalesco para turistas. Interessante é que o tema foi a latinidad e o bolivarismo de Chaves, o mandachuva da Venezuela que, segundo as noticias, mandou uma gorda verba para a Escola através da estatal do petróleo venezuelano. Uns dizem que foi um milhão de dólares, mas os dirigentes desconversam. Até parece aquele dinheiro que veio nas caixas de bebidas. Eles são do ramo. Enfim, a Escola ganhou o concurso. Que Chevere! Deve ter dito o Chaves. É mesmo muito interessante como o sucessor de Fidel Castro vê os pobres acima e abaixo da Venezuela: para os pobres dos EUA, Chaves mandou vender seu petróleo bem baratinho para combater o frio que nesse inverno foi dureza. Já para os pobres do Rio de Janeiro, um milhão de dólares podem ser queimados em samba. Êta vida dura! Até um pobre como o Chaves acha que o negócio da pobreza no Rio se resolve na base do samba, como lá nas partes caribenhas onde se costuma dizer: El merengue premero, el trabajo despues!
E ainda por cima, o amigo dele, o Lula, que acha que há democracia demais na Venezuela , está subindo nas pesquisas aqui no Brasil. Precisa mais para uma semana de ressaca?
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 16h43
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DUVAL & MEMORY
ROBERT DUVAL E ARAÇATUBA: Sou fã do Robert Duval. Dá para não ser? Sou fã também do Geny Hackman, do Jeremy Irons , do Pacino, do De Niro e do Dustin. Os da minha geração são fãs desses atores. Duval em Apocalypse Now mandando seus soldados surfarem no meio da batalha ou no final dizendo com a boca torta;Some day this war is gonna end. Bom mesmo do Duval foi a série Lonesome Dove , uma saga do Oeste estadunidense que nunca passou aqui mas que tive a chance de ver porque o pai do meu compadre (que é de lá) mandava as fitas para que ele acompanhasse as temporadas. Estava perfeito no papel de durão que sempre faz. Ele era o Guss McCrae, compadre do Tommy Lee Jones e... Porque falo do Robert Duval e Araçatuba? Porque o nome dele me lembra uma daquelas garotas dos anos 1960 que eram as mais cobiçadas pela “jovem guarda” local (como diria a cronista social local, Odete Costa). Como aquela Duval, uma morena daquelas roliças, não muito alta, mas cheia de atributos para os maus pensamentos dos meninos cheios de testosterona, havia outras, todas musas, àquela época, intocáveis: havia uma Sueli, uma Vera Cláudia, uma Rosangela de olhos verdes e cabelos queimados e tantas outras. Eram o alvo dos comentários e dos olhares quando, no carnaval, passavam naquela roda do Araçatuba Clube com suas cinturas expostas, onde os rapazes miravam os jatos de suas lança perfume. Mas era um pouco só. Para fazer o charme. O resto era esgotado nos lenços ou nas mangas das camisas. Isso se o escrivão Granato, que fazia a segurança (de paletó e gravata) não visse. Quando ainda criança e morando em Araçatuba, tive também as minhas paixões. Uma era vizinha e se chamava Hortência, a melhor de um grupo de quatro irmãs, na faixa dos 20 anos, quando eu tinha cerca de 12. Outra, na mesma época, era a Eloá, uma morena alta e de muita saúde que jogava basquete entre outras irmãs bonitas e irmãos atletas. O velho Robert Duval, se as visse, as mais velhas e as contemporâneas, me daria razão de reservar algumas linhas para elas hoje, quem sabe, avós e vivendo em outras terras, mas sempre a grande fantasia dos pós-adolescentes chamados Cárdia, Osvaldinho, Cláudio, Edinho, Rodolfo, Agostinho, Randolpho, Rubíca, Marcão, Aguinaldo, Marcelo, Betão, Beto, João Pedro, Osvaldo Mineiro, Zezinho, Naércio, Hélcio, Laurão, Laurinho, Paulão, Sidney, Anhê, Zé Muié, Dinho, Reginaldo, Lenin, Mitsunao, Quico, Ney Troção, Lelé das Éguas, Daniel Fino e quem mais?
Como o Duval, talvez eu dissesse à época: Some day that beauty is gonna be a gran...
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 12h47
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AVIAÇÃO E TX DE POBREZA
TAXA DE POBREZA NO EMBARQUE: As propostas populistas/marketeiras do Duda Mendonça às vezes pegam. Agora vem essa de se taxar os bilhetes aéreos com valores que serão destinados a combater a pobreza e a fome no mundo. Que bonito! Primeiro, em discurso na França, o operário robô (não é roubou, embora isso também) propôs taxar a venda de armas. Como os canhões podem virar-se contra os proponentes, a bobagem foi esquecida. As companhias aéreas dependem mais dos governos. São mais vulneráveis (viram só o Chaves, impedindo as Cias. de voar para lá?) e portanto acabarão cedendo. Muito que bem. E o dinheiro arrecadado, vai para quem mesmo? A CPMF foi criada por sugestão do médico e então ministro da Saúde Abib Jatene. Até hoje a saúde pública é um caos e continuamos pagando pesado. Não sei quanto aos outros países, mas que o nosso deverá tascar parte dessa receita, disso não se tenha dúvida.Depois criam pacotes demagogicos para o turismo. Haja paciência...
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 11h01
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DISNEY
DISNEY WAR: Chegou ao Brasil, pela editora Ediouro, o livro de James B. Stewart, DISNEY WAR, que conta os conflitos e disputas dentro do maior conglomerado de entretenimento do mundo. O autor do livro escreveu outros sucessos nos Estados Unidos sobre empresas, foi editor do The Wall Stret Journal e já recebeu um prêmio Pulitzer (1988) por suas reportagens sobre quebras na Bolsa e negociações privilegiadas. O foco do livro é a gestão do controvertido Michael Neisner, CEO e depois presidente do Conselho da Disney (1984-1994) e que, segundo o livro, ficou pior do que o Lula com o poder. Achava-se um substituto do fundador Walt Disney e tinha mania de culto a pessoa. Sob sua gestão criou-se “Os piratas do Caribe” e desenhos ( e seus produtos) como “The Lion King”. Para entender o que representam marcas como a MIramax, Dreamworks, Disney Parques e Recreação, hotéis e outros empreendimentos, só uma leitura completa da obra, o que ainda não fiz. Mas o começo já é muito instigante. Segundo o NYT, o público gosta desses livros sobre escândalos de gestão. No entanto, diz o jornal que o livro The smartest guys in the room: the amazing rise and scandalous fall of Enron sobre o grande golpe da Enron no Mercado estadunidense, ficou aquém das expectativas com uma venda de apenas 48 mil exemplares. Já o DISNEY WAR, com uma narrativa mais romanceada, tende a vender mais. Assim que terminar, comento os detalhes.
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 10h38
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LITERATURA E CINEMA
ORGULHO E PRECONCEITO: Muitos dos que fizeram o curso de Letras tiveram o prazer de ler , no original, o romance Jane Austen Pride and Prejudice que conta a história das irmãs, de uma família falida na Inglaterra vitoriana, que buscam no casamento uma solução para o problema de todos. Austen foi apontada como uma das maiores escritoras de sua época na Inglaterra. Suas histórias tocavam o coração das moças casadoiras e que, obviamente, sabiam ler, diferente daquelas outras que davam duro nas lavouras ou serviços domésticos. Porque o assunto sobre Austen? Porque lá vem polêmica de novo sobre a versão cinematográfica do jovem diretor Joe Wright. O filme (só vi o trailer) parece de uma beleza plástica fantástica e sua protagonista, a bela Keira Knightley, concorre ao Oscar. O que mais? Os montadores fizeram duas cenas finais diferentes para as versões dos EUA e Inglaterra. A versão inglesa é mais fiel ao livro. A estadunidense tem uma cena mais erótica mostrando os protagonistas seminus se beijando. Críticos literários caíram de pau nessa versão sob o argumento de que o erotismo sutil da autora não pode ser corrompido com cenas explícitas. Cada coisa! Ninguém se lembra de dizer que a criação poética da leitura que o cinema faz do livro é outra criação poética. Ou não é o cinema uma forma de arte e livre criação? O cinema é uma adaptação dos romances, uns mais outros menos fiéis. A linguagem, todavia, é de imagens. E para os americanos médios, acostumados ao cinema direto e didático, tem que ser assim. Parece medíocre, mas a criação é livre. Nós ficamos com a versão inglesa, mais sutil. Todavia ontem entendi o mercado para esse filme numa unidade do Cinemark de Campinas (SP) Cheguei lá pelas treze horas pensando que seriamos os primeiros numa sala para ver o filme (as alternativas eram, pela ordem: Orgulho e Preconceito, Capote, Brockback). Não deu certo. Esses filmes só começavam a ser exibidos depois das 17:30 hs. Porque? “Porque têm pouca procura”, respondeu a moça solícita. “Durante o dia “eles” colocam os filmes que têm público” . Nós brasileiros entendemos a sutileza dos diretores. Nós quem?!
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 10h37
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