CULINÁRIA
COMENDO BEM EM LONDRES: Deu no NYT: restaurantes ingleses estão servindo boa comida em pratos com pequenas porções. Como se sabe, os ingleses não são conhecidos como a melhor referência culinária na Europa. Muito disso, é claro, graças às ácidas críticas dos seus vizinhos franceses. Artigo assinado por Mark Bittman, crítico gastronômico daquele jornal, fala dos restaurantes da capital inglesa que oferecem comida com toque espanhol em pequenas porções, como os célebres tapas da Espanha. Ele diz que os garçons perguntam se você conhece o sistema da casa e explicam sobre o tamanho das porções. As casas servem uma média de dezesseis pratos em intervalos de quinze a vinte minutos. Entre as diferentes iguarias o autor listou: Pedaços de frango ao creme de milho e ostras com mousse de couve flor, sobre rodelas de pepinos. Risoto de arroz branco com cebola e cepe fresco com alho torrado; ovos de codorna com alcachofra e um caldo leve de raízes; pedaços de leitão com purê de batatas e azeitona. Tudo no melhor estilo espanhol. So what?
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 21h29
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STF DE NOVO
STF RIDES AGAIN: Agora foi a facção governista do PMDB, a quem interessa manter a aliança com o PT, que conseguiu no STF anular a convocação para as prévias visando a escolha de candidato próprio. Esses juízes são de uma rapidez fantástica quando se trata do PT. Já a terceira geração de herdeiros de estradas de ferro e terrenos desapropriados pelo Estado brasileiro, essa continua a esperar por alguma solução daquela instância máxima, pelo menos para levar o papel até o túmulo dos que foram um dia prejudicados por não receber do erário o que lhes era devido. Mas o STF agora terá uma mulher no comando e é possível que as coisas mudem. Do jeito que está o nosso judiciário nem precisou daquelas medidas autoritárias iguais as do Chaves para proteger a camarilha petista. Viva a Justiça!
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 16h37
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MÍDIA DO FUTURO
A MÍDIA DO FUTURO: Muito boa a matéria sobre a Mesa redonda com o tema “A mídia do futuro”, publicada pela revista da ESPM, edição Janeiro, fevereiro deste ano. O evento, que reuniu Fábio Mariano, professor da ESPM e presidente da Insearch Tendências e Estudos de Mercado; Fátima Jordão, diretora de pesquisa da TV Cultura; Francisco Gracioso, presidente da ESPM; José Francisco Queiroz, diretor do PanAmericano; Luiz Celso de Piratininga, diretor do Centro de Altos Estudos de Propaganda e Marketing da ESPM; Mário Castelar, diretor de comunicação e serviços de marketing da Nestlé e José Roberto Whitaker Penteado, como moderador, trouxe boas luzes para a compreensão do que seja a mídia nesse começo de século e novo milênio.
Numa de suas falas, a socióloga Fátima Pacheco Jordão diz que com as mudanças tecnológicas nos meios de informação, aquilo que era o consumidor não pode mais ser descrito com cinco ou seis parâmetros – classe, sexo, idade etc. Ele começou a ser cidadão, foi bombardeado de informações sobre governabilidade, projetos legais e o que acontece no mundo. A relação quase unidirecional que tinha com os produtos de consumo mudou. Agora, entre ele e o produto, há uma série de fatores que, como cidadão, começa a perceber... Mudou não só o consumidor; mas o eleitor, o usuário dos serviços públicos. Estamos numa fase de transição, para um outro cenário que ainda não sabemos muito bem qual é. A senhora Jordão disse também que um estudo feito pela agência Leo Burnett, com homens e mulheres do mundo todo, (que viram uma coleção mundial de comerciais, feitos em diferentes países) apresentou com um resultado perturbador: 68% dos anúncios não funcionaram porque a mensagem não chegou aos consumidores. Isso pode ser um indicador de que a mídia está descolada da realidade.
José Francisco Queiroz disse que no Brasil a mídia tradicional, de massa, ainda é forte e continua crescendo. De cada dez reais que se gasta em propaganda, seis vão para a televisão.
Mário Castelar, da Nestlé, disse que as marcas e seus produtos não estão mais distantes do público como estavam antes. Hoje não há mais “proteções” entre o anunciante e o fenômeno do produto. Ele deu exemplos de sua participação em grandes eventos, como apoiador, onde foi chamado a falar pela empresa. É, de acordo com ele, a exposição máxima da marca.
De fato, com e-mail, SAC por telefone toll free, sites e comunidades de clientes insatisfeitos, as marcas andam com as roupas transparentes. Vai longe a matéria. Vale a pensa ler a revista. Pela Mesa Redonda e por outras entrevistas. Vai lá.
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 15h06
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CASEIRO NA MIRA
CASEIRO SEM BRUCE WILLIS: Vai ver o STF estava bem intencionado. O caseiro que ia depor não tem o Bruce Willis comandando um programa de proteção à testemunhas. Como o STF lê os jornais e vê TV e sabe dos prefeitos, garçom, bandidos, médico e outros que completam a lista dos mortos à sombra do PT, resolveu tira-lo, na última hora da CPI. Gente boa esses juízes do STF. Sempre zelando pela justiça.
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 16h29
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PUC SP E REFORMA EDUCACIONAL
PUC SÃO PAULO: Dá pena ver a situação atual da PUC/SP. Forte e bem conceituada essa universidade católica foi sempre referência na educação brasileira, quer por sua qualidade de ensino, quer pela sua resistência no tempo do regime militar no Brasil. Observadores próximos à instituição avaliam que o problema financeiro do qual ela é vítima decorre de uma vesguice de quadros que influenciavam ou pressionavam, negativamente, os seus gestores. Dotados de uma visão corporativista, bem ao estilo petista, não é de hoje que a boa parte do pessoal administrativo e docente da PUC/SP pressiona por ganhos acima de mercado ao mesmo tempo em que não admitem o repasse puro e simples desses percentuais aos seus clientes. O resultado é óbvio e está apenas se configurando uma repetição da crise de 1989/1990, quando fizeram greves porque o caixa estava vazio. No padrão de contratação de horistas, dizem, era comum encontrar professores com quarenta horas semanais que estavam em sala de aula apenas oito horas. Pesquisa e produção? Isso é outra história. Em sendo a instituição da Santa Amada Igreja, quem sabe Deus ajuda? Ou melhor, o governo petista lhe dá dinheiro a fundo perdido. Assim é...
REFORMA EDUCACIONAL: Parece que o governo federal vai mesmo enrolar a tal da reforma educacional até a sua (?) re-eleição quando então entrará para valer com um intervencionismo stalinista que vem sendo desenhado pela via do MEC e da Casa Civil. As mantenedoras privadas sentem no ar o problema e estão esperneando. Os burocratas petistas acham que são mais realistas do que o mercado e querem interferir até nos tipos de cursos a serem oferecidos, haja vista o que estão querendo fazer com a educação profissional. A idéia do governo é que para oferecer cursos de educação profissional, em nível de tecnologia, as instituições devem escolher uma das áreas previamente determinadas pelo governo. Ou seja, se uma instituição de educação superior resolver atender a demanda para um curso de Moda e Confecção em sua região, e se esse tipo de curso não estiver na lista do governo, não poderá fazê-lo. Quem sabe de tudo é o governo. Agora, disciplinar as universidades federais, exigindo deles melhor qualificação e produtividade e o controle orçamentário próprio, isso eles não fazem. Bom mesmo é criar mais universidades, não importa a qualidade, e deixar que essa gente faça greve como quiser. Não faz muito tempo as federais ficaram mais de noventa dias paradas. O problema dos estudantes? Problema deles. O dinheiro que paga essa gente irresponsável é aquele nosso suado 27% que o leão abocanha todos os meses e que nunca nos restituem em serviços como saúde, segurança e estradas. Votem nessa gente, senhores professores da rede privada...
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 07h33
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BURLESCO & LUPANAR DO PALLOCCI
NYT: COELHOS E BURLESCO: Deu no New York Times:
1-Cursos para aprender tudo sobre o burlesco. É a Red Hots Burlesque, que apresenta a School of Shimmy, “a única escola onde você pode ter seu PHD em Take it off ology, o que quer que isso queira dizer. O texto pergunta”.What is the difference between a shake and a shimmy? (shimmy é aquela sombra que dança com uma luz fraca de vela) e diz que “há um pouco de tópicos provacativos nessas classes coquettish. O curso do Burlesque 101 tem conteúdo sobre a história do burlesco,como criar um personagem, coreografia básica etc. Tudo isso no 440 da Lafayette St.
2- Com duas maravilhosas receitas de coelho, Randy Kennedy assina um artigo intitulado The way we eat: Rabbit is rich. É interessante perceber como os estadunidenses ainda têm resistência a esse saboroso espécime. O autor considera que um pouco é em razão da cara de bicho doméstico que o animal tem, gerando pena nos consumidores. Outro aspecto é que o governo nunca se interessou por regulamentar melhor a cultura e o abate dos coelhos. Eles só foram vendidos por bom preço durante a Segunda Guerra em razão de um certo racionamento de alimentos. Agora, quando a temporada de caça é aberta, os adeptos do esporte do rifle gostam de levar para casa os bichos pendurados pelos pés. Aí, supõe-se, têm que comê-los. Sou fã de coelho.
CASA PALLOCIANA E SEUS MISTÉRIOS E AS MULHERES DO STÉDILE: Na edição de quarta-feira, 15 de março, o telejornal do SBT comandado por Ana Paula Padrão, entrevistou o governador Geraldo Alckmin já como candidato tucano para lutar contra o Lula e “tudo isso que está aí”. Alckmin saiu-se bem na entrevista, mas o quente do jornal foi a última notícia dada pela jornalista: o caseiro da misteriosa casa, em Brasília, onde se reunia a corte do ministro Pallocci, desmentiu que tivesse visto o senhor ministro contar dinheiro aos montes, como declarara antes. Ele afirmou, disse Ana Paula, que o ministro só aparecia para encontro com mulheres. Pena que o PT não seja mais oposição. Iriam tentar tirar o Pallocci de seu gabinete à força. Ou chamariam o Chaves e ressuscitariam o padre Donizette para benzer os lugares por onde passou o ministro e depois jogariam sal e cal sobre a tal da casa, dita como lupanar dos bons tempos do caixa 2614 das administrações municipais petistas. O que mais podemos esperar? Muito. Ainda falta as mulheres do Stédile atacarem a EMBRAER, os laboratórios da USP que fazem experimentos com célula tronco, o presídio de segurança máxima no Pontal do Paranapanema, o Bradesco, a TAM, a Itaipu, o INCOR, o laboratório Fleury, as unidades de Resgate dos bombeiros de São Paulo, as APAEs, a FGV, o SENAI, o SESC e o SENAC de São Paulo, a UNICAMP, a Viação Cometa, a GOL e, com a ajuda do Chaves, a Disney World.
Nós continuamos pagando imposto para o Lula gastar com os 67 mil petistas que ele colocou no governo e Cias públicas. San Genaro, faça um milagre!
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 21h18
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