CASEIRO VOTOU NO LULA
CASEIRO VOTOU NO LULA: Em entrevista que deram agora a tarde à imprensa, o caseiro da Dasha de Palocci e seu advogado, o pivô da história declarou: "Eu queria dizer à pessoa que violou o meu sigilo bancário, que ela podia investigar também o meu sigilo eleitoral e ver em quem eu votei, se não foi num operário igual a eu. E agora é isso que ele tá fazendo. Ele é que tá escondendo o chefe. Tão fazendo isso tudo porque eu falo a verdade". É como dizem muitos: o PT não precisa de inimigos. Eles são muito bons em dar tiros nos próprios pés. Às vezes, matam também alguns companheiros...
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 17h15
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O FILHO BASTARDO
O FILHO BASTARDO: Está dado o tom da campanha para presidente em 2006. Enquanto os atuais ocupantes do Planalto se vêem envolvidos em um escândalo após o outro, aqueles ressentidos e oportunistas reacendem a velha história do filho de FHC com uma jornalista. Mais do que chumbo para a campanha (afinal não é filho do Alckmin) a enxurrada de notícias sobre o assunto tenta desviar a atenção dos internautas dos escândalos da Dasha de Palocci e da safadeza que fizeram com o caseiro que depôs contra o ministro de Ribeirão Preto. Gente primária essa do PT. E daí se o FHC fez mesmo o filho? Problema dele e de sua família. No que isso interferiu na sua vida pública? Ah, sim. Eles têm resposta. Listam várias medidas do governo FHC para justificar supostos benefícios destinados à Rede Globo, ainda que, na esteira do negócio, beneficie também suas concorrentes. Mas a neurose do finado Brizola, aqui revivida por um jornalista desconhecido e por petistas de todo o calibre, acusa a Globo de manter a mãe e sua criança em boas benesses em terras espanholas. Que guapo! A Globo não é santa, mas está longe de ser burra. Duro mesmo foi ver aquelas gracinhas do presidente dando entrevista ao Fantástico ao lado da primeira dama na residência oficial. A Globo foi discreta e não mostrou a estrela vermelha que puseram no jardim. Mas entrevistou o meloso do presidente para que ele fale o que quer (sua única entrevista coletiva foi pior que as do tempo da ditadura) E depois, ainda na Globo, aquela despudorada e mal disfarçada entrevista em Paris, falando do caixa dois para uma outra desconhecida? Dá sono essa história. O Clinton, que confessou ter mantido “relações impróprias” com Mônica Lewinski, amargou ver o vestido da moça examinado e constatarem nele o seu sêmen (ela leiloou a peça depois), teve que falar do charuto com o qual brincou em outras áreas que não a sua boca e ainda por cima ver o Estado gastar mais de 45 milhões de dólares para tentar tirá-lo do poder. Não conseguiram. O esforço sionista para derrubar Clinton viu o Al Gore eleger-se à sua sombra e então atacou na fraude às eleições. Depois foi só aguardar o 11/09. Quem são os petistas para falarem de filhos fora do casamento? Lula queria que a mãe da Lurian abortasse. Ou já esqueceram isso no debate com o Collor? Esse arremedo de romance barato no estilo Dan Brown inspirado nos sonhos brizolistas não vai mudar a opinião de eleitores de outros candidatos que não o Lula.
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 13h28
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DISNEY E NATUREZA
DISNEY´S INDISCRETIONS: Está tudo no livro Disney War, de James Stewart, Ediouro: É de se pensar como um executivo com os ganhos e o poder que tinha o CEO Michael Eisner (1984/2004) pode ter comportamentos tão, digamos, estranhos, agressivos e contraditórios, como mostra o livro. Mas para saber mais, só mesmo lendo. Vamos às curiosidades:
- Jeffrey Katzenberg, que presidiu o conselho dos Estúdios Walt Disney entre 1984/1994, foi o grande responsável pela virada dos desenhos novos daquela companhia. Antes, os estúdios produziam um desenho a cada quatro anos e, a cada sete, relançavam um dos velhos ícones como, por exemplo, Branca de Neve. Katzenberg (atormentado o tempo todo por Eisner, que o trouxe e depois tentou lhe dar um cano nos rendimentos que lhe eram devidos) acreditou nos animadores que lhe propunham desenhos com cara de musicais e deu certo com “A pequena Sereia”, “Aladim”, “A Bela e a Fera”, e “O Rei Leão”. Esse último foi uma inspiração dele, Katzenberg, que se lembrava de tempos de sua infância com o pai na África. Outro sucesso de sua gestão foi o desenho Roger Rabbit.
- Quando Jeffrey Katzenberg saiu da Disney, Eisner (oh! Temperamental) não quis lhe pagar os seus dividendos (cerca de 2% de sua produção) que girava em torno de US$100 milhões. Meses depois de sua saída ele mandou um recado que faria o negócio por US$60 milhões (precisava de US$33 milhões para colocar sua parte na DreamWorks SKG, que fundou em parceria com David Geffen e Steven Spielberg.) Eisner negou. Dois anos depois, Michael Ovitz, outra vítima de Eisner que assumiu a presidência da companhia por apenas quinze meses, conseguiu um acordo com Katzenberg de US$90 milhões. Eisner (bate o pé) não quis nem ouvir. A queda de braço acabou na justiça, com todo mundo sabendo e custou à Disney US$280 milhões. Dá pra entender?
- “Nos primeiros quatro anos com Eisner e seu vice Frank Wells na direção, o valor das ações da Disney aumentou quatro vezes, o que tornou extraordinariamente lucrativo o contrato de Eisner, negociado com tanta pressa na eleição do Conselho. Em 1988 ele recebeu um salário de US$750 mil dólares, um bônus de 6,8 milhões (2% dos lucros acima de 100 milhões) e ganhou mais 32,6 milhões exercendo parte de suas opções de ações. (Ele tinha um lucro não realizado de 50,5 milhões sobre o restante de suas opções.) Sua renda total de pouco mais de 40 milhões de dólares naquele ano, fez dele o executivo mais bem pago da América” (STEWART, pg 107)
O GLACIAR PERITO MORENO: Cerca de quinze mil pessoas se movimentaram ao Sul da Argentina, no Parque Nacional Los Glaciares, Patagônia, na esteira da notícia de que fendas haviam aparecido no Glaciar Perito Moreno, uma montanha de gelo que fica perto do Estreito de Magalhães. O surgimento da fendas no imenso bloco de gelo (257 quilômetros quadrados de gelo que chegam a 60 metros de altura) sinalizam que a pressão das águas pode fazer desmoronar parte do grande bloco. E isso tem se constituído num evento turístico num local que fica a quase 2.800 quilômetros de Buenos Aires. Embora milhares de pessoas estivem de plantão, com TV e tudo o mais, a ruptura não se deu em noite enluarada para que todos pudessem dizer Oooooooh!. Caiu na noite do dia 13, que era nublada e não oferecia boa visibilidade. Um dia, no futuro, crianças vão estudar geografia e história e os professores vão comentar que, “no século 21, os homens era tão primitivos que achavam bonito os acidentes naturais que eles mesmos causavam, como foi o caso do aquecimento global”
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 15h49
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PICOLÉ NA MIRA
PETISTAS VÃO ATACAR ALCKMIN: Os aliados dos petistas vão atacar Alckmin de todos os lados. Sobre a Febem é bobagem falar. As rebeliões naquela instituição quase sempre têm início a partir do incentivo de funcionários operacionais. Advinhe qual o partido deles? Por outro lado, o MST mantém boas relações com facções criminosas que estão aí pelos presídios. Nada como juntar as "necessidades internas" dessas facções com o período de campanha. A segurança e o sistema penitenciário, diz a oposição a Alckmin, são o calcanhar de Aquiles dos tucanos no governo paulista. Como sempre os petistas se desesperam a toa e criam fogo amigo. Viram no que deu mexer na conta do caseiro do Palocci? Está ai um personagem real do título de filme: Cabra Marcado para Morrer.
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 20h11
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MIRIAM LEWINSKI
MIRIAM LEWINSKI: Lá vêm os petistas arrumar mais um fato para constranger os tucanos. Agora com essa da jornalista que teria um filho do FHC. E dai, se tem mesmo? Como foram as amantes do Juscelino? E o caso do Tancredo Neves com aquela senhora que não era dona Risoleta? Tudo besteira. Clinton confessou que usou o charuto de forma incorreta; teve uma relação imprópria com a estagiária e mesmo assim sua popularidade estava nas alturas. Não foi daquela forma que os interesses sionistas conseguiram tira-lo. Foi preciso ter cara de pau e meter a mão nas eleições. Igualzinho numa república de bananas. Tinha esperma no vestido da moça, mas mesmo assim, ele seria re-eleito, na figura do Al Gore. Será que o Lula teria chance com uma jornalista? Argh!
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 12h17
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TECNOLOGIA E FUTURO
TECNOLOGIA E A PRESSA PARA O FUTURO: No início dos anos 1990 eu trabalhava para uma instituição de educação que tinha em um de seus dirigentes um arauto da modernidade. Leitor dos papas da moderna administração ele passou a entender que haviam chegado ao fim diversos paradigmas daquilo que se tinha como conceito de educação. Do ponto de vista da quebra de paradigmas sobre ensino e aprendizagem, ele tinha lá seus acertos. Já do ponto de vista do uso das tecnologias, ele “viajava” bastante. Não que “viajar” não seja útil e necessário. É claro que é importante, sobretudo para promover mudanças. Mas ele era radical. Proibiu (mesmo) o uso das palavras “ensino” e “alunos”. “Conhecimento” e “clientes” eram as palavras chaves. Os educadores mais ortodoxos tremeram: “educação não é mercadoria. Aluno não é cliente”. Mas sua orientação estava focada no compromisso com a qualidade. Era o tempo em que Karl Albrecht, falava da importância de se chamar o “paciente” de “cliente” e não deixar o usuário dos hospitais esperando sem satisfação nos bancos duros e frios, pelo atendimento impessoal. Peter Drucker falava do empreendedorismo nas corporações como forma de estimular e disseminar o conhecimento. O problema daquele dirigente era o exagero na quebra de paradigmas. Proibiu o uso da palavra “biblioteca” e foi buscar na França um título mais apropriado à sua modernidade: “Centro de Documentação e Informação técnica”. E o que é uma biblioteca, senão isso? Mas ele ia longe. Talvez inspirado em Nicholas Negroponte, diretor do MIT (Massachusetts Institute of Techology) ele decretou o fim do livro. E a Internet estava só começando. Ele entendia que tudo o que precisássemos de informações, estaria na Internet. E não havia o Google, por exemplo. Nem a banda larga, nem a interatividade com a TV. Mas já se falava nisso tudo. Ele abominava as escolas formais, tradicionais e seu ensino (ôoops), sua forma de trabalhar o conhecimento com quadros, giz, retro-projetor, provas (porque avaliar o cliente com provas escritas?) Nas reuniões, era enfático: “professor”, dizia ele, é uma forma depreciativa de se chamar um “agente facilitador do conhecimento”. “A relação mestre e discípulo, é coisa da Grécia de Platão”. Estávamos de acordo. Mas e os livros? E os trabalhos em grupo? E as salas de aula (bem que ele queria acabar com as salas também). Curioso lembrar disso, cerca de quatorze anos depois. Ele foi um chato, mas precisávamos de alguém que empurrasse aquela instituição para a modernidade. Ele exagerou na dose, mas talvez fosse a receita contida numa frase de Edward Albee na peça “The Zôo story”: “Às vezes, precisamos nos afastar muito de nosso caminho, para voltarmos um pouquinho na direção certa”. Porque me lembrei disso tudo? Em razão de dois eventos: a BIENAL DO LIVRO, que recebeu 390 mil pessoas e a leitura de um artigo do presidente da ESPM, Francisco Gracioso intitulado “Mídia, o futuro já chegou”. Ele cita, por exemplo, o jornal "Diário Gaúcho", dirigido para as classes C,D e E que foi lançado em 2000 com linha editorial focada na prestação de serviços, bateu a casa do 150 mil exemplares/dia e é o sétimo jornal em circulação no Brasil. Aquele meu chefe ajudou a instituição, mas os jornais e os livros, ainda bem, continuam e continuarão por muito tempo nos dando prazer e conhecimento. Ainda bem, ainda bem...
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 20h52
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