AGONIA DA VARIG
PIZZA DA VARIG: Meu amigo Luiz Trigo me mandou “sugestão de pauta”: a pizza da Varig. É, de fato está tudo caminhando para a Pizza, mas acho que não vai acabar assim. Os que entendem de fusões e aquisições dizem que não há qualquer garantia jurídica para esse caso. A situação, em caso de compra, pode se manter enquanto os tribunais gratos ao PT aí permanecerem. Quando um deles (o PT ou os juízes) sair primeiro, o risco de retorno à legalidade é grande (onde estamos?!). Vai daí, ninguém quer entrar nessa. O volume de dívidas, sabem os que lêem os jornais, é astronômico. Só para a Previdência a Varig deve 3,5 bilhões de Reais. Muito mais do que a família Constantino gastou para montar a GOL, com aeronaves novinhas. O que não faltam são discursos sobre o tema. Dia desses um entrevistado do João Dória Júnior na TV dizia que é uma questão de segurança nacional. Disse ainda que os slots de que a Varig é credora nos outros países serão cancelados e que as outras empresas brasileiras terão que “entrar na fila” de novo para consegui-los. Não é esse o entendimento, por exemplo, da França. Se a Varig quebrar, e a TAM substituí-la naquela rota, ganha o slot automaticamente. Essa suposta pressão de outros países contra o Brasil e sua empresa no “bico do corvo”, não seria inteligente, pois há sempre o risco de retaliação contra as estrangeiras que operam aqui dentro. O que existe mesmo é muito agente de viagem com medo de processo judicial e a obrigação de devolver o dinheiro para passageiros que foram ingênuos. Não é fácil, mas para quem perdeu o dinheiro, a viagem e a paciência, a agência é o último recurso. Trabalho para advogado não vai faltar. Em matéria de agonia, a exposição midiática da Varig está se comparando a de Tancredo Neves. Ô vida!
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 16h09
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