GM FRANCO JAPONESA?
GMC ABRE SUA ALMA PARA FRANCESES E JAPONESES? Deu no Le Monde: Kirk Kerkorian, milionário dos EUA e maior acionista da GM está tentando negociar uma aliança da empresa com a francesa Renault e com a japonesa Nissan, visando salvar aquela que já foi o grande espelho do poderio industrial estadunidense. O fato é que Kerkorian esbarra no CEO da GM, o grande assalariado Rick Wagoner, cuja liderança no Conselho de Acionistas é grande. A reunião, quase decisiva, está acontecendo nesta sexta feira, dia 07 de julho. De acordo com o Le Monde, entre as barreiras para a negociação está uma dose de “patriotismo econômico” que se assusta com a possibilidade de os franceses “se apoderarem” dos segredos industriais daquela multinacional. Grande bobagem esse raciocínio francês. Não existem mais segredos nas montadoras multinacionais. O que existe é, primeiro, o interesse dos acionistas em salvar seus investimentos e, segundo, de se manter empregos num país que vem sendo devastado pelas besteiras dos republicanos que, uma vez no poder, atuam como o PT no Brasil: salvando o dinheiro público nos bolsos dos amigos. Lá, os republicanos não matam explicitamente os prefeitos e dissidentes do partido. Preferem lançar à morte, com imagem de patriotismo e combate ao terrorismo, os seus pobres excluídos e desempregados, com roupas de soldados que custam caro e ajudam a indústria bélica. Enquanto isso a educação e a saúde pública vão ficando mais e mais parecidas com as do terceiro mundo. De qualquer maneira, uma possível fusão da GM com franceses e japoneses vai muito além da globalização da economia. No dizer do sociólogo inglês (jamaicano naturalizado) Stuart Hall, “o efeito geral desses processos globais tem sido o de enfraquecer ou solapar formas nacionais de identidade cultural... Colocadas acima do nível da cultura nacional, as identificações “globais” começam a deslocar e, algumas vezes, a apagar, as identidades nacionais” Assim como os franceses reclamam da força da indústria cinematográfica estadunidense sobre seu país ( e sobre todos os outros) a entrada de outros dois países na gestão daquela que já foi um ícone da indústria dos EUA, é apenas um começo de um apagador sobre uma das grandes culturas daquele país: a cultura do automóvel
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 15h50
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