GUERRILHA DE MARKETING
NA GUERRILHA, O MARKETING ARRASADOR: Campanha política sempre foi uma guerra de marketing. Disso ninguém melhor informado há discordar. Juntar a guerra de marketing, do tipo arrasa quarteirão, à guerrilha urbana, também não é novidade. Margareth Thatcher investiu pesado na guerrilha contra o IRA lá nos anos 1980. José Maria Aznar perdeu a eleição na Espanha, em 2004, ao tentar atribuir a ETA o atentado nos trens que matou, em Madri, mais de 200 pessoas. Os responsáveis eram da Al –Qaeda, como se viu ainda durante a campanha. Fujimori chegou a participar da operação militar de resgate dos diplomatas na embaixada do Japão em Lima, nos anos 1990, ganhando maior popularidade. Trocando em miúdos, a guerrilha e o terror tiram ou ajudam a ganhar votos, depende de como se consegue arranjar o arrasador marketing da morte. Em 2006 é a vez do Brasil utilizar o terrorismo como arma eleitoral. Com largas chances de vitória, o candidato à reeleição, Lula da Silva, o Luves*, combate ferozmente o candidato do PSDB, único opositor de peso no país ao Partido dos Trabalhadores, evitando o desgaste, e o risco, de um segundo turno nas eleições outubro próximo. Do ponto de vista do marketing eleitoral, caiu como um Maná, a ação terrorista de uma organização criminosa comandada a partir dos presídios no Estado de São Paulo. Para o grande público, trata-se de uma questão de desgoverno do PSDB, por três mandatos à frente do governo paulista. E isso ajuda o candidato Luves*. Para observadores mais atentos que sabem como se deram os seqüestros dos empresários Abílio Diniz (1989) e Washington Oliveto (2001) por integrantes do Movimiento de Izquierda Revolucionária (MIR), e da Frente Patriótica Manuel Rodrigues, respectivamente, todos eles atuando como mercenários a serviço das FARC que, por sua vez, têm a simpatia do PT e ajuda-o financeira e estrategicamente. Integrantes de um esquadrão de elite do MST, Movimento dos Sem Terra, foram treinados há tempos passados por Manuel Piñero Losada, o "Barba Roja” que foi chefe da inteligência cubana por 30 anos e morreu em 1998. Nesse período ele treinou chilenos, argentinos, uruguaios e muitos brasileiros que deveriam combater a ditadura militar local para instaurar uma outra, com o apoio de Cuba, que então era rica com dinheiro da Rússia, o que acabaria em 1990. Pois esses treinados em guerrilhas estão aí, agindo na organização dos PCC brasileiros e recebendo seu soldo pelo MST, que por sua vez sobrevive graças aos recursos do erário. Uma festa para aqueles que almejam a república bolivarista do Mercosul. Esses mercenários organizam as estratégias militares, a arrecadação e, nesses últimos tempos, os ataques que beneficiam a campanha política. E assim vão derrotar Alckmin que, de resto, não conta com o apoio de seu próprio partido cujo interesse pessoal de seus líderes ficou acima do futuro do país. Se reeleito Luves vai mesmo pelo caminho de Chaves em parceria com todo esse aparato criminoso como as FARC, Cocaleros, Piqueteros e as milícias do Chaves. Os movimentos criminosos brasileiros geram recursos financeiros e ajudam na mobilização de massas, e isso é o que interessa para o PT se perpetuar no poder. É patético ver que os militares a 30 anos passados tão poderosos e aterrorizantes sejam hoje reféns daqueles que eles mesmos combateram à época. Aterrador é saber que a ditadura do Luves, ou do campesinato bolivariano será bem pior do que a dos militares que contavam com o apoio da CIA. Perto das maldades dessa gente que mata os próprios prefeitos, os militares apenas “brincavam de mocinho”. * Lula + Chaves= Luves
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 08h52
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