POLIGAMIA
POLIGAMIA POR SATÉLITE:
Vai estrear em outubro no HBO, a série estadunidense BIG LOVE que trata do tema poligamia. Tendo nos papéis femininos as atrizes Jeanne Tripplehorne, Chloë Sevigny e Ginnifer Goodwin que contracenam com Bill Paxton, a série de doze capítulos rendeu bons comentários na sociedade daquele país, sobretudo por que está ambientada no Estado de Utah, berço da seita Mórmon cujo patriarca, Joseph Smith foi um grande incentivador da poligamia que, entre eles, teria sido abolida em 1890, depois de algumas perseguições políticas e militares.
A sinopse da série diz tratar-se de uma comédia, provavelmente planejada a partir do sucesso de Desperate housewives. Para os americanos do Norte, essa história de poligamia é coisa do islamismo, traduzida na figura dos donos do petróleo que mantêm um harém, limusines e banheiras folheadas a ouro cheias de leite de cabra e mel para banhar as suas escolhidas. Os pobres, nessa versão do ano 2006, têm que se contentar em explodir-se na terra para ter as mulheres, o vinho e o mel no paraíso. Seja como for, as militantes feministas protestaram e os Mórmons também. Pronto. Foi o que bastou para aumentar a audiência. Como o Papa e o show da Madona. A história tem um fio de mistério a partir do envenenamento do pai do personagem principal, também polígamo que vivia numa comunidade isolada do mundo. Se vai ser mesmo boa essa série, ainda não se sabe. No entanto vale a pena pagar para ver o desempenho de Jeanne Tripplehorne que sempre fez boas coadjuvantes como em Instinto Selvagem (é a psicóloga que transa com Michael Douglas) e Wather World (é a parceira do Kevin Costner). Agora, nessa de poligamia, o nome dela parece mesmo sugestivo.
No Brasil, que me lembre, tivemos uma mini-série da Globo onde Ney Latorraca fazia um caixeiro viajante que tinha três famílias em três diferentes cidades. Depois foi a vez de Regina Casé com três maridos em Eu, tu e ele. Então é assim, a partir do dia 1º de agosto no HBO. A produção da série tem o crédito de Tom Hanks. Isso deve ajudar a demanda.
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 14h15
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ONANISMO INTELECTUAL
INTELECTUALIDADE DOPADA E ONANISTA: Na primeira vez foi a filósofa Chauí que disse um monte de asneiras sobre petismo, lulismo e corrupção. Depois gritou uma mistura de Pasionara, mãe coragem e senhora Carrar, personagens reais e imaginários da luta contra a opressão. Certamente, embriagada pelos dogmas de sua ideologia, ele se esqueceu de que o opressor no caso, era o PT e seus seguidores, ora no poder. Mais recentemente vem a Rose Marie Muraro a justificar a bandalheira e a rapinagem aos cofres do erário na linha de “o fim justificam os meios”. Para essa gente, o erário é um produto da sociedade burguesa e não merece respeito. A Petrobrás está, para eles, no mesmo barco. É grande, tem grande receita e explora os pobres, no caso a Bolívia. O que tem demais perder dinheiro essa estatal do petróleo? É preciso fazer justiça social e a Bolívia sempre foi “massacrada pelos grandes”. Certamente eles se esquecem de que os maiores responsáveis pela miséria boliviana foram as suas próprias classes dominantes, corruptas e insaciáveis. Para eles só existe um grande malfeitor no mundo, está acima do Equador e responde pelo nome de Estados Unidos. Somos todos pobres para que os Estados Unidos sejam ricos. Os outros são bons. A França sempre nos apoiou, a Inglaterra sempre nos respeitou, a Rússia é uma sofredora, a China é politicamente correta e as FARC traduzem um desespero por liberdade e justiça. Ruim mesmo são as companhias de petróleo, as que produzem filmes comerciais, as que fabricam armas e as que vendem medicamentos. Bons são: o Chaves, o Kichner, o Morales, os cocaleros, os piqueteros, e os bolivaristas. Não temos que pagar dívidas externas, não temos que negociar com Europa e EUA e temos que dar apoio e dinheiro (que não temos) para os países africanos. Não vamos duvidar de uma ação dos nossos estrategistas diplomáticos do PT no próximo mandato, que possa privilegiar a imigração em massa de africanos para o Brasil, porque temos que nos redimir do tempo de escravatura, um legado, aliás, dos portugueses. As soluções políticas e econômicas para esse tipo de gente bem informada são simplistas. Tudo pode se “tivermos vontade política”. Uma amiga, com mestrado na PUC/SP e bem informada, quando perguntada, respondeu que acha certo o Suplicy defender os seqüestradores do Washington Olivetto e os do Abílio Diniz, a serviço das FARC. Acha certo também o voto de protesto contra a condenação à morte dos guerrilheiros que, no Iraque, explodiram o prédio da ONU matando o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Afinal, de acordo com o documento redigido pelo gabinete do Senador Suplicy, os EUA são invasores e os iraquianos têm o direito de se defender através do terrorismo. Por que então, o PT não teria o direito de se locupletar (pela causa, pela causa, como foi o jipe do secretário e a empresa do Lulinha com a Telemar), corromper políticos e usar descaradamente a máquina pública? É assim que enxergam a realidade brasileira e é assim que vão votar. Acham que uma república bolivarista nos trará igualdade, fraternidade e liberdade frente aos EUA, o grande demônio do século 21. Isso tudo foi consolidado na reunião dos “Não Alinhados”, lá em Cuba, onde o Chaves e outros ditadores se deram à prática de seu onanismo político e totalitário que ganha mais adeptos desligados da realidade do mundo. Quando as feras subterrâneas nos alcançarem, elas e eles estarão aposentadas e, se procuradas, dirão, como sempre, que foram mal interpretadas. E continuarão no seu onanismo.
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 11h27
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