J LO, QUEM NÃO GOSTA?
del Castillo
Eu gosto da J Lo. Não me perguntem por que. Ela é sensual. Sua face latina e o corpo de dançarina com derriè acentuado fazem dela um sucesso latino em terra de WASPs. Já a vi em filmes, os mais diferentes. Uma mulher fatal na cidadezinha do interior que deixa Sean Penn abilolado; uma latina roliça no barco fatal atacado pela Anaconda; uma professora de dança de salão que dá lições de vida a Richard Gere; uma camareira romântica no Waldorf Astoria que se envolve com Ralph Fiennes; uma psicóloga que entra na mente e nos desejos de um sentenciado no melhor estilo Matrix; uma dona de casa que apanha do marido e resolve se vingar com luta marcial; uma imigrante que se apaixona por um médico e tem que enfrentar a sogra Jane Fonda, e muito outros. Jennifer Lopes é também cantora Pop e acabou de gravar um CD em espanhol, intitulado “Como ama uma mujer”. Como cantora ela é, nos EUA, pouco mais do que a Vanessa Camargo aqui no Brasil, só que com muito, mas muito mais dinheiro mesmo. Ela nasceu em NYC, filha de porto-riquenhos, naquela linha do West Side Story. Teve vários romances e adora se casar. O mais atribulado deles, os romances, foi com o galã Ben Affleck, de quem largou às vésperas do casamento. Tem uma escultura sua em cera no museu de cera de Londres cujo bubum, se tocado, deixa a face da réplica vermelha. J Lo é inteligente e está investindo pra valer no público latino. Seu mais recente trabalho cinematográfico trás seu nome duas vezes nos créditos: como atriz principal e como produtora. Trata-se do filme Bordertown (Cidade do Silêncio) que conta ainda com duas figuras bastante conhecidas dos brasileiros: Antonio Banderas e Sonia Braga. O filme conta a história real de uma cidade ao Norte do México, quase divisa com os EUA que recebeu, por conta da ALCA, algumas fábricas de televisores e computadores que são operadas por camponeses mexicanos, na sua maioria mulheres, que moram em favelas e ganham por volta de 150 dólares por mês, diferente dos estadunidenses que ganhavam mais de 1800 dólares pelo mesmo serviço mais os benefícios a que obriga a legislação do Tio Sam. É uma denúncia sobre um problema social e de casos escabrosos de estupros e mortes de mulheres à saída das fábricas, com a cumplicidade (de novo) da polícia mexicana que defende os interesses das indústrias. J Lo faz a jornalista de Chicago que vai cobrir o caso dos desaparecimentos. Banderas é o jornalista correto da comunidade e Sonia Braga uma mexicana rica, mas consciente dos problemas sociais. Vale a pena ver o trabalho de Kate dell Castillo como a operária vítima da bandidagem. E mais não falo. O que é importante nisso tudo? Muita coisa. É um prato cheio para aquela esquerda chata que combate a ALCA e que quer o Chaves mandando no Mercosul. Depois, como muita justiça, a atriz e cantora Jennifer Lopez recebeu o prêmio da Anistia Internacional por ter produzido e atuado no filme. O prêmio, chamado "Artistas pela Anistia", foi entregue pelo Primeiro Ministro de Timor Leste, Jose Ramos-Horta. Eu gosto da J Lo. Agora um pouco mais.
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 14h29
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