PODER

PODER
Pete St. John é um marquetólogo que aprendeu o seu ofício no escritório de Wilfred Buckley. Cresceu profissionalmente e se deu bem no mercado separando-se do mestre. Virou um ícone no marketing político, é chamado por diferentes candidatos e os leva à vitória. O que o difere do mestre, mais velho e menos ortodoxo no consumo de uísque é que ele, o mestre, só trabalha para políticos nos quais deposita alguma confiança. Faz marketing dentro de sua ideologia e sua ética. Já Pete não tem lá esses princípios muito bem definidos. O negócio dele é dinheiro e sucesso. Os dois se cruzam em aeroportos tratando de políticos diferentes. Os dois sabem que poderiam fazer muito mais por seu país mas, um se deixa levar pelo álcool e o outro pelo dinheiro. E assim se constrói o poder político no país. A eleição é hoje e tudo já está definido na cabeça do eleitor, sabe-se lá como. Mas sempre vale a pena conhecer a história desses dois homens e relacioná-la aos cenários de hoje, no Brasil e nos EUA. E ainda se tem a vantagem do entretenimento com uma trama para passar o tempo. É um filme do Sidney Lumet de 1986 e o Madia já escreveu sobre ele na revista da TAM, há anos. Mas não devemos esquecê-lo. Basta procurar nas locadoras (ainda existem?) ou nos melhores sites de homevídeo e pedir por “Power” ou “Os donos do poder”. Além da competente direção do Sidney Lumet você verá a sempre magistral interpretação de Gene Hackeman como Buckley, o mestre e Richard Gere como o discípulo Pete e ainda Denzel Washington e Julie Christie. Uma curiosidade: você vai ouvir à beça a famosa “Canção da Índia” de Korsakov e Rimsky que foi ouvida no Brasil há mais de 30 anos em disco de Henry Jeromy e sua orquestra. Para relaxar, Gere coloca fones de ouvido e batuca, com baquetas, nos seus livros, a famosa música. Para professores de Marketing é um achado. Experimentem...
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 00h39
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