
Ode genérica
É grande o talento dos políticos na arte verborrágica procrastinativa.
É grande o talento dos atores na arte de interpretar realidades.
É grande o talento dos solitários em sorrir coletivamente.
É grande o talento dos falsários em vender sonhos desonestos.
É grande o talento da morte em se fingir distante!
É grande o amor quando não correspondido.
É grande a paixão porque não pensada.
É grande a dor do amor quando acabado.
É grande o valor do ouro quando perdido.
É grande o talento do homem para fingir-se forte.
É grande o prazer da vida para quem um dia morreu.
É grande a força das mulheres,
É grande a vontade feminina,
É grande a beleza das fêmeas,
É grande (e doce) o sorriso das balzaquianas,
É grande o domínio (inteligente) das frágeis sobre os fortes!
É grande a carência do macho em relação às fêmeas,
É grande o orgulho dos machos frente às fêmeas.
É grande a posse dos machos em relação às fêmeas,
É grande o medo dos machos de ser menor do que as fêmeas,
É grande a fraqueza dos machos diante das fêmeas!
É grande a jornada (uma vida) da busca pelo amor
É grande a maldade do dinheiro sobre os pobres
É grande a soberba dos médicos sobre as vidas
É grande a dor dos pais pela dor dos filhos
É grande a emoção do ator sob os aplausos
É grande o vazio da amizade fugidia
É grande a piedade dos culpados
É grande o remorso dos omissos,
É grande a culpa dos inocentes,
É grande a distância dos juízes
É grande a miséria da justiça
É grande a esperança do mundo!
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 12h59
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