MISCELÂNEA

Filas Dipak Jain Natalie Angier MISCELÂNEA MENTAL DA ESTAÇÃO - Nem tudo está perdido no mundo dos serviços bancários. Atendendo às pesquisas e tendências o Banco HCBC (desde 1865) vai modificar o layout de suas agências visando um melhor atendimento ao seu cliente. Parece lógico. Mas não é. No Brasil os bancos não dão a mínima para os seus clientes e usuários de modo geral. Por outro lado cobram as maiores taxas do mundo exatamente aqui. E tem os maiores lucros também. Basta consultar o número de reclamações no Copom. Os bancos só perdem para as cias telefônicas. E olhem lá... Bem, arrumar o layout para atender o cliente está de bom tamanho. Resta saber quanto tempo vai levar para que esse cliente consiga sentar-se àquela baia discreta e ser atendido por uma simpática atendente, também ela vítima do sistema financeiro etecétera e tal, seu mingau.
- Dipak Jain é um indiano que nasceu pobre, estudou pobre e ganhou espaço no primeiro mundo graças à sua visão de futuro e esforço pessoal para estudar e ser alguém. Em 1979, com muito sacrifício, foi aceito para estudar na Universidade de Gauhati, capital de Assam, seu Estado natal. Sentindo a precariedade da biblioteca local, passou a escrever para editoras e universidades estadunidenses pedindo material para estudar. Num desses contatos foi convidado por um professor da Universidade de Dallas para concluir seu PhD naquela instituição. Jain não tinha dinheiro nem para pagar o teste do TOEFL e conseguiu o lugar mandando as suas transcrições. Em 2001 foi indicado para ser o Dean (reitor) da Kellogg Business School da Northwestern University e teve o grande desafio de conseguir encaixar os egressos de seus cursos no mercado num clima de absoluta desconfiança (após 11/09/2001) e depois o de conseguir fundos para tocar a sua escola. Humilde de nascimento e espírito, Jain não relutou em pedir, publicamente, socorro aos ex-estudantes e empresas para darem uma chance aos seus estudantes e também para lhe arrumarem dinheiro. Obteve sucesso mesmo sob fortes críticas iniciais. Mas a moral da história é que, os estadunidenses, mesmo cheios de defeitos que são, sabem o valor da boa educação para fazer crescer o capital. Daí porque ajudam as boas escolas de negócios. Já a escola pública de educação de base lá, é quase como aqui...
- Natalie Angier, 51 anos, jornalista do NYT e escritora alerta os homens lúcidos em seu livro de 1999 Woman: An Intimate Geography. Angier diz que os homens não entendem nada de clitóris e só conseguem vê-lo como uma protuberância a mais no corpo da mulher e diz claramente:
“In my view, the apparent fickleness and mulishness of the clitoris, its asynchronicity with male responsiveness, and the variability of its performance from one woman to the next can be explained by making a simple assumption: that the clitoris is designed to encourage its bearer to take control of her sexuality. Yes, this idea sounds like a rank political tract, and body tissue has no party affiliation. But it can vote with its behavior, working best when you treat it right, faltering when it's abused or misunderstood. In truth, the clitoris operates at peak performance when a woman feel athunder with life and strength, when she is bellowing on top, figuratively if not literally. The clitoris hates being scared or bullied. Some women who have been raped report their vaginas became lubricated even as they feared for their lives and a good thing too, for the lubrication prevented them from being ripped apart but women almost never have orgasms during rape, male fantasies notwithstanding. The clitoris will not be hurried or pushed. A woman who worries that she is taking too long for her partner will take that much longer. A woman who stops watching the pot sends a message to the clitoris -- I'm here! -- and within moments that pot boils over”. E ela diz mais: Pare de pensar no clitóris como uma pequena protuberância e comece a pensar nele como um domo do prazer com uma complexa rede produtora de orgasmos, o Nirvana e o coração da sexualidade feminina. Com mais de oito mil fibras nervosas o clitóris tem mais deles do que qualquer outra parte do corpo humano e interage com as quinze mil fibras nervosas que servem toda a pelves: Nervos são como lobos ou passarinhos: se um começa a gritar toda a vizinhança segue. · Serviços, dinheiro, educação e teorias clitorianas. Não tem inspiração melhor para ao trabalho. No inverno, como no verão, como na primavera e também no outono. É a vida...
Escrito por José Ruy Veloso Campos às 13h25
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